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| Mathias |
Começamos a trabalhar um conto tradicional chinês, chamado A semente da verdade.
Este conto nos revela a importância da honestidade e da sinceridade.
Dizer a verdade, contudo, não significa usar as nossas competências para encontrar falhas nos outros e denunciá-las.
A verdade, quando expressa de forma correta, deve ser uma ferramenta para auxiliar o próximo, e não para magoá-lo.
Continuem sempre no caminho do bem e da verdade que liberta.
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| Luizinho |
Estratégia: Fizemos uma contação e, em seguida, conversamos informalmente sobre os valores que o conto evidenciou. Depois, foi proposta uma reescrita da história ouvida.
No decorrer da semana, trabalharemos a interpretação textual, através da leitura e produção escrita.
A Semente da verdade
O imperador precisava achar um sucessor. Sem filhos, nem parentes
próximos, ele decidiu chamar todas as crianças do reino. Thai foi uma
delas. Ele era um ótimo menino. Dedicava-se ao jardim de sua casa, e
cada planta tocada por ele crescia viçosa e forte.
No dia marcado, dirigiu-se até o palácio, onde havia milhares de pequenos súditos. O imperador disse:
- Crianças, preciso escolher o meu sucessor entre vocês. Vou lhes dar
uma tarefa. Aqui estão algumas sementes; quero que vocês as cultivem. O
trono será daquele que me trouxer, daqui a um ano, a planta mais bonita.
Thai era um excelente jardineiro e, com certeza, faria muito bem o que o
imperador pedira. Porém, por mais que se esforçasse, a semente não
brotava. O menino fez tudo o que podia, mas seus esforços não
adiantaram.
Até o dia de apresentar a planta ao imperador, a semente de Thai não
havia brotado e o menino estava tão preocupado que não queria enfrentar
as outras crianças; porém seu avô:
- Você é honesto. Vá até o imperador e diga a verdade. Sua dedicação foi
máxima, mas a semente não brotou. Não se envergonhe, querido, apenas
explique o que você fez, pois devemos sempre agir com honestidade,
buscando a felicidade, sem que a nossa alegria faça alguém infeliz.
Thai obedeceu ao avô e foi ao palácio. Entretanto, ao chegar lá, ficou
assustado, pois era a única criança que não levava consigo uma belíssima
planta. O imperador chamava as crianças e examinava os vasos. Não
sorria e nem esboçava contentamento. Thai estava muito nervoso, pois, se
o imperador não havia até então aprovado aquelas plantas maravilhosas, o
que não diria de seu vaso sem nada?
Thai foi ficando para trás e, quando se deu conta, era o último da fila.
Mas sua vez chegou, e ele não poderia mais adiar o encontro com o
imperador.
- Vejamos, meu jovem, o que tem aí para mim.
Thai não pôde mais evitar as lágrimas. Com a cabeça baixa, mostrou o vaso ao imperador e disse:
- Senhor, sou jardineiro e uma das minhas virtudes é a perseverança,
mas, por mais que eu tenha me esforçado, a semente não brotou. Meu avô
ajudou a pensar sobre o que fazer e optei por dizer a verdade, contar
meu esforço e pedir-lhe perdão.
- Não se envergonhe, criança, você fez o certo. A sua grande virtude foi
dizer a verdade, pois eu havia queimado todas as sementes e nenhuma
poderia germinar. Portanto, você foi o único que, de fato, plantou a
semente da verdade.





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