segunda-feira, 19 de agosto de 2019

Projeto de Leitura: A semente da verdade

Mathias
     
    
    Começamos a trabalhar um conto tradicional chinês, chamado A semente da verdade.
     Este conto nos revela a importância da honestidade e da sinceridade.
     Dizer a verdade, contudo, não significa usar as nossas competências para encontrar falhas nos outros e denunciá-las.
     A verdade, quando expressa de forma correta, deve ser uma ferramenta para auxiliar o próximo, e não para magoá-lo.
      Continuem sempre no caminho do bem e da verdade que liberta. 

Luizinho
 

  Estratégia:  Fizemos uma contação e, em seguida, conversamos informalmente sobre os valores que o conto evidenciou. Depois, foi proposta uma reescrita da história ouvida.
     No decorrer da semana, trabalharemos a interpretação textual, através da leitura e produção escrita.


 

A Semente da verdade 

      O imperador precisava achar um sucessor. Sem filhos, nem parentes próximos, ele decidiu chamar todas as crianças do reino. Thai foi uma delas. Ele era um ótimo menino. Dedicava-se ao jardim de sua casa, e cada planta tocada por ele crescia viçosa e forte.

      No dia marcado, dirigiu-se até o palácio, onde havia milhares de pequenos súditos. O imperador disse:
     - Crianças, preciso escolher o meu sucessor entre vocês. Vou lhes dar uma tarefa. Aqui estão algumas sementes; quero que vocês as cultivem. O trono será daquele que me trouxer, daqui a um ano, a planta mais bonita.
      Thai era um excelente jardineiro e, com certeza, faria muito bem o que o imperador pedira. Porém, por mais que se esforçasse, a semente não brotava. O menino fez tudo o que podia, mas seus esforços não adiantaram.
      Até o dia de apresentar a planta ao imperador, a semente de Thai não havia brotado e o menino estava tão preocupado que não queria enfrentar as outras crianças; porém seu avô:
      - Você é honesto. Vá até o imperador e diga a verdade. Sua dedicação foi máxima, mas a semente não brotou. Não se envergonhe, querido, apenas explique o que você fez, pois devemos sempre agir com honestidade, buscando a felicidade, sem que a nossa alegria faça alguém infeliz.
      Thai obedeceu ao avô e foi ao palácio. Entretanto, ao chegar lá, ficou assustado, pois era a única criança que não levava consigo uma belíssima planta. O imperador chamava as crianças e examinava os vasos. Não sorria e nem esboçava contentamento. Thai estava muito nervoso, pois, se o imperador não havia até então aprovado aquelas plantas maravilhosas, o que não diria de seu vaso sem nada?
      Thai foi ficando para trás e, quando se deu conta, era o último da fila. Mas sua vez chegou, e ele não poderia mais adiar o encontro com o imperador.
      - Vejamos, meu jovem, o que tem aí para mim.
Thai não pôde mais evitar as lágrimas. Com a cabeça baixa, mostrou o vaso ao imperador e disse:
      - Senhor, sou jardineiro e uma das minhas virtudes é a perseverança, mas, por mais que eu tenha me esforçado, a semente não brotou. Meu avô ajudou a pensar sobre o que fazer e optei por dizer a verdade, contar meu esforço e pedir-lhe perdão.

      - Não se envergonhe, criança, você fez o certo. A sua grande virtude foi dizer a verdade, pois eu havia queimado todas as sementes e nenhuma poderia germinar. Portanto, você foi o único que, de fato, plantou a semente da verdade.

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